{"id":1433,"date":"2020-08-31T16:13:32","date_gmt":"2020-08-31T19:13:32","guid":{"rendered":"https:\/\/ipaguasvivas.org.br\/?p=1433"},"modified":"2020-08-31T18:27:02","modified_gmt":"2020-08-31T21:27:02","slug":"admiravel-incredulidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ipaguasvivas.org.br\/index.php\/2020\/08\/31\/admiravel-incredulidade\/","title":{"rendered":"Admir\u00e1vel incredulidade"},"content":{"rendered":"\n<blockquote class=\"wp-block-quote has-text-align-right is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><em>\u201cN\u00e3o p\u00f4de fazer ali nenhum milagre, sen\u00e3o curar uns poucos enfermos, impondo-lhes as m\u00e3os. Admirou-se da incredulidade deles. Contudo, percorria as aldeias circunvizinhas, a ensinar\u201d.<\/em><\/p><cite><em>Marcos 6:5-6<\/em><\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Somos admiradores por natureza. O ser humano \u00e9 contemplativo desde novo, ainda que de forma despercebida ou descompromissada com todos os detalhes da coisa a ser vista. Como um atributo comunic\u00e1vel de Deus, que \u201c<em>Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom\u201d<\/em> (Gn 1:31), a contempla\u00e7\u00e3o com prazer pelas coisas e criaturas desse mundo est\u00e1 inserida em nosso DNA.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Embora seja geralmente usada para definir algu\u00e9m que est\u00e1 olhando algo bonito, essa palavra tamb\u00e9m pode ser usada para a contempla\u00e7\u00e3o de algo que n\u00e3o \u00e9 bom. Pensemos naqueles que presenciaram um acidente a\u00e9reo ou a devasta\u00e7\u00e3o causada por um tornado. Como n\u00e3o ficar admirado com a explos\u00e3o ocorrida no porto de <a href=\"https:\/\/ipaguasvivas.org.br\/index.php\/2020\/08\/31\/admiravel-incredulidade\/\">Beirute<\/a>? Nesses casos, admirar se distancia do significado de contemplar com prazer e se aproxima de pasmar ou assombrar. Esse \u00e9 o significado aplicado \u00e0 rea\u00e7\u00e3o de Jesus diante da incredulidade de seus conterr\u00e2neos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Podemos ver duas atitudes daquelas pessoas que fez com que Jesus se admirasse de sua incredulidade:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <strong>Eles pensavam que conheciam Jesus.<\/strong> O verso 3 nos mostra que Jesus fora vizinho deles. Ele havia trabalhado para eles. As irm\u00e3s de Jesus eram conhecidas por eles e, muito provavelmente, os filhos daquelas pessoas brincaram com Jesus na inf\u00e2ncia. Agora eles ouvem que Jesus est\u00e1 fazendo grandes milagres e O ouvem falar com uma sabedoria que os deixa maravilhados. Como disse P\u00fablio, o s\u00edrio, no s\u00e9culo II a.C.: \u201c<em>A familiaridade nutre o desprezo<\/em>\u201d. Corremos o risco de, ao pensar que conhecemos Jesus, ao nos acostumarmos com o divino, deixarmos de reconhecer que Ele \u00e9 o nosso glorioso e grande Deus e Senhor, de temermos e tremermos ante a Sua majestosa presen\u00e7a e, como, aquelas pessoas, passarmos a depender de manifesta\u00e7\u00f5es miraculosas para reconhecer que estamos diante do nosso grande Salvador.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Por n\u00e3o o conhecer, escandalizavam-se nele.<\/strong> Ainda no verso 3, vemos que aquelas pessoas trope\u00e7aram em Jesus por causa da sua incredulidade. O termo grego para pedra de trope\u00e7o d\u00e1 origem \u00e0 palavra que conhecemos como esc\u00e2ndalo. Isso fica impl\u00edcito quando o identificam como filho de Maria, e n\u00e3o filho de Jos\u00e9. Aquelas pessoas estavam tentando ofend\u00ea-lo, pois o judeu era identificado de acordo com o pai, n\u00e3o com a m\u00e3e. \u201cUma vez que n\u00e3o conseguiram explic\u00e1-lo, optaram por rejeit\u00e1-lo.\u201d (Kenneth Wuest). Por pensar que o conhecemos, podemos trope\u00e7ar nos seus ensinamentos. Podemos deixar de reconhecer que este que nos \u00e9 t\u00e3o pr\u00f3ximo, que se avizinhou conosco, n\u00e3o \u00e9 o grande criador de todas as coisas, como o fazem os adeptos da teologia liberal.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A B\u00edblia nos traz duas informa\u00e7\u00f5es de momentos em que Jesus se admirou: a f\u00e9 do centuri\u00e3o romano e gentio (Lc 7:9) e a incredulidade dos judeus.<\/p>\n\n\n\n<p>Que n\u00e3o sejamos como esses que causaram assombro em Jesus por sua incredulidade. Que tenhamos uma familiaridade a respeito de Jesus que alimente nosso temor em vez de desprezo, para que n\u00e3o tropecemos nas suas palavras e vejamos o agir de Deus em nossas vidas da mesma forma que aquele centuri\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong><em>Ricardo de Souza Ga\u00fana<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">Seminarista<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cN\u00e3o p\u00f4de fazer ali nenhum milagre, sen\u00e3o curar uns poucos enfermos, impondo-lhes as m\u00e3os. Admirou-se da incredulidade deles. Contudo, percorria as aldeias circunvizinhas, a ensinar\u201d. Marcos 6:5-6 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Somos admiradores por natureza. O ser humano \u00e9 contemplativo desde novo, ainda que de forma despercebida ou descompromissada com todos os detalhes da coisa a ser vista. 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