{"id":1252,"date":"2020-05-17T17:30:29","date_gmt":"2020-05-17T20:30:29","guid":{"rendered":"https:\/\/ipaguasvivas.org.br\/?p=1252"},"modified":"2020-05-19T16:25:45","modified_gmt":"2020-05-19T19:25:45","slug":"vamos-pensar-sobre-a-morte-por-que-nao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ipaguasvivas.org.br\/index.php\/2020\/05\/17\/vamos-pensar-sobre-a-morte-por-que-nao\/","title":{"rendered":"Vamos pensar sobre a morte: por que n\u00e3o?"},"content":{"rendered":"\n<blockquote class=\"wp-block-quote has-text-align-right is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><em><strong>E havendo lan\u00e7ado fora o homem, p\u00f4s querubins ao oriente do jardim do \u00c9den, e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da \u00e1rvore da vida. <\/strong><\/em><\/p><cite><em><strong>(G\u00eanesis 3:24)<\/strong><\/em><\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Em tempos que transtornam drasticamente a nossa rotina de vida, como este que estamos atravessando, perturbados por um inimigo comum, alcunhado de Covid-19, invis\u00edvel, assassino, inclemente e que n\u00e3o faz acep\u00e7\u00e3o de pessoas, ainda que tenha o seu grupo humano preferido <em>\u2013<\/em> at\u00e9 o momento, j\u00e1 assassinou globalmente cerca de 300 mil pessoas, al\u00e9m de ter confinado a atroz sofrimento por seus sintomas outras 4,4 milh\u00f5es <em>\u2013<\/em>, \u00e9 extremamente prop\u00edcio refletirmos sobre aquele tema que passamos uma boa parte da vida tentando ignorar a sua inevit\u00e1vel e imperturb\u00e1vel exist\u00eancia, a saber: \u201c<strong><em>a MORTE\u201d<\/em><\/strong>. Ali\u00e1s, \u00e9 bom que se diga, sigo aqui fielmente o conselho do nosso amado reverendo Hernandes Dias trazido \u00e0 baila em um devocional veiculado no <em>Youtube<\/em>, o qual ele sugere, dentre os temas ali anunciados para ocupar a nossa mente, de forma devocional, nesse per\u00edodo de isolamento social, justamente este que iremos nos ocupar a partir de agora, a morte.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, acolhendo a oportuna sugest\u00e3o do estimado pastor, antecipo que, neste diminuto espa\u00e7o, s\u00f3 iremos arranhar a superf\u00edcie desse \u201cinc\u00f4modo\u201d assunto (louvado seja o Senhor!). Para isso, inicio essa conversa compartilhando uma constata\u00e7\u00e3o desalentadora do te\u00f3logo anglicano ingl\u00eas, J. I. Packer, cujos livros publicados em nosso pa\u00eds s\u00e3o amplamente admirados na seara reformada brasileira, que nos revela: <em>\u201cIniciar uma discuss\u00e3o sobre isso (a Morte), mesmo nas igrejas, parece ser indecoroso. Tornou-se convencional pensar como se todos n\u00f3s f\u00f4ssemos viver neste mundo para sempre e olhar cada caso de perda como uma raz\u00e3o para duvidar da bondade de Deus\u201d.<strong><sup>1 <\/sup><\/strong><\/em>Bastante provocativo! Temos muito que pensar e superar.<\/p>\n\n\n\n<p>Pois bem, meus queridos, irm\u00e3os e irm\u00e3s em Cristo Jesus, permita-me ousadamente, j\u00e1 de supet\u00e3o, desafi\u00e1-los, perguntando-lhes: Voc\u00eas s\u00e3o aderentes \u00e0quela atitude, quase mec\u00e2nica, de bater na madeira quando o assunto \u00e9 a morte? Pensando na referida declara\u00e7\u00e3o de J.I. Packer, ser\u00e1 que o nosso aludido te\u00f3logo \u00e9 certeiro ao dizer que entre n\u00f3s, servos do Alt\u00edssimo, a tem\u00e1tica da morte \u00e9 vista de forma indecorosa e ainda p\u00f5e em suspeita a bondade de Deus? Voc\u00ea, que se diz crist\u00e3o fiel, tem medo da morte?&nbsp; A prop\u00f3sito dessas indaga\u00e7\u00f5es, queridos, deixo-as para medita\u00e7\u00e3o, pois a minha inten\u00e7\u00e3o aqui n\u00e3o \u00e9 de acusa\u00e7\u00e3o, e sim de promover uma boa e sadia problematiza\u00e7\u00e3o, no sentido de contribuir para, ainda que minimamente, enfrentarmos juntos, capitaneados pelo Esp\u00edrito Santo, esse tabu que paira sobre essa complexa e angustiante quest\u00e3o respeitante \u00e0 finitude da vida neste mundo, particularmente entre n\u00f3s servos do Filho de Deus, O qual nos legou essa maravilhosa e reconfortante promessa: \u201c&#8230; <em>Eu sou a ressurrei\u00e7\u00e3o e a vida; quem cr\u00ea em mim, ainda que esteja morto, viver\u00e1; E todo aquele que vive, e cr\u00ea em mim, <strong>nunca morrer\u00e1<\/strong>. <strong>Cr\u00eas tu isto?<\/strong> (Jo\u00e3o 11.25,26)\u201d.<\/em> Ap\u00f3s convencido pelo Santo Esp\u00edrito dessa consoladora \u201ccerteza\u201d, ainda persistir\u00e1 alguma d\u00favida acerca da bondade de Deus?<\/p>\n\n\n\n<p>Seguindo adiante, transcrevo \u00e0 frente o que li certa vez em um artigo<strong><sup>2<\/sup><\/strong> relacionado ao tema em lide: \u201ca<em> incerteza (sobre a morte) sempre tomou conta do ser humano, pois ele \u00e9 o \u00fanico ser vivo que sabe que um dia vai morrer. Essa consci\u00eancia, se n\u00e3o for abafada, provoca-lhe geralmente ansiedade e ang\u00fastia, o que tem alimentado na maioria das pessoas algum tipo de sentimento religioso ou de espiritualidade. A morte n\u00e3o \u00e9, no entanto, um fen\u00f4meno individual, mas tamb\u00e9m social. Por isso, os grupos humanos desenvolvem rituais de sepultamento, at\u00e9 como uma forma de defesa emocional diante da morte e do morrer, que, por outro lado, tamb\u00e9m provoca um relativo estado de inconsci\u00eancia na vida cotidiana\u201d. <\/em>De fato, no \u00e2mbito da cria\u00e7\u00e3o, somos a \u00fanica criatura que carrega o pesado fardo da consci\u00eancia da morte.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, \u00e9 fato tamb\u00e9m ineg\u00e1vel para n\u00f3s, filhos de Deus, que essa consci\u00eancia, castigada pela convic\u00e7\u00e3o aterradora no tocante \u00e0 condi\u00e7\u00e3o transit\u00f3ria desta vida, ou por qualquer outra limita\u00e7\u00e3o aflitiva que seja, s\u00f3 achar\u00e1 verdadeiro repouso quando estiver em paz com o Senhor, mediante o reconhecimento do sacrif\u00edcio vic\u00e1rio do Senhor Jesus ocorrido no rude madeiro. Por conta disso, entendo a calmaria que inunda a alma ao ler Agostinho de Hipona, te\u00f3logo e fil\u00f3sofo crist\u00e3o que viveu entre os s\u00e9culos IV e V, nesta particular passagem consignada na sua obra \u201c<em>Confiss\u00f5es\u201d<\/em>: \u201c<em>Grande \u00e9s tu, Senhor, e sumamente louv\u00e1vel; grande \u00e9 a sua for\u00e7a, a tua sabedoria n\u00e3o tem limites! Ora, o homem, esta parcela da cria\u00e7\u00e3o, quer te louvar, <strong>este mesmo homem carregado com sua condi\u00e7\u00e3o mortal<\/strong>, carregado com o testemunho do seu pecado e como o testemunho de que resistes aos soberbos. Ainda assim, quer louvar-te o homem, esta a parcela de tua cria\u00e7\u00e3o! Tu pr\u00f3prio o incitas para que sinta prazer em louvar-te. <strong>Fizeste-nos para ti e inquieto est\u00e1 nosso cora\u00e7\u00e3o, enquanto n\u00e3o repousa em ti\u201d.<\/strong><\/em> A medita\u00e7\u00e3o s\u00e9ria nessas palavras em particular e, acima de tudo, nas Santas Escrituras, conduz-nos, gradativamente, da desconfort\u00e1vel sensa\u00e7\u00e3o de medo g\u00e9lido para a uma desassustada postura de respeito \u00e0 morte. Com efeito, como traz paz ao nosso cora\u00e7\u00e3o essas palavras do escritor da Carta aos Hebreus, quando registra: <em>\u201cPortanto, visto que os filhos s\u00e3o pessoas de carne e sangue, ele tamb\u00e9m participou dessa condi\u00e7\u00e3o humana, para que, por sua morte, derrotasse aquele que tem o poder da morte, isto \u00e9, o Diabo, e <strong>libertasse aqueles que durante toda a vida estiveram escravizados pelo medo da morte<\/strong>\u201d.<\/em> Que inef\u00e1vel consolo! Libertos definitivamente do cativeiro do medo da morte, j\u00e1 pensou nisso? E, assim, \u00e0 medida que este indesej\u00e1vel receio de morte vai se esvaindo de nossa alma, cabe a n\u00f3s, num t\u00edmido ensaio de gratid\u00e3o ao Senhor, fazer com que jamais se cale a interroga\u00e7\u00e3o do salmista: <em>Que darei eu ao Senhor, por todos os benef\u00edcios que me tem feito? (Salmos 116:12)<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Queridos, j\u00e1 caminhando para o fim desta reflex\u00e3o, gostaria ainda de agu\u00e7ar a sua imagina\u00e7\u00e3o com a seguinte proposi\u00e7\u00e3o, todavia, caso j\u00e1 tenham pensado sobre isso, resta-me convid\u00e1-los para mais uma agrad\u00e1vel repeti\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, vamos l\u00e1? \u201cImagine se o primeiro casal criado por Deus, Ad\u00e3o e Eva, ap\u00f3s ter falhado no teste probativo do seu Criador e ser expulso do Para\u00edso, tivesse, no estado de pecado (deprava\u00e7\u00e3o total), comido da \u00e1rvore da vida: Quais seriam, pois, as consequ\u00eancias decorrentes, para eles e os seus descendentes (n\u00f3s, por exemplo)?\u201d Pois \u00e9, mais uma vez, deixo esse exerc\u00edcio imaginativo para que voc\u00ea tire as suas pr\u00f3prias conclus\u00f5es. Particularmente, depois de pensar muito sobre essa proposi\u00e7\u00e3o, o meu desejo foi de glorificar e intensificar essa glorifica\u00e7\u00e3o ao nosso Deus por ter posto, s\u00e1bia e misericordiosamente, aquele anjo no caminho de acesso \u00e0 \u201c\u00c1rvore da Vida\u201d (conforme G\u00eanesis, cap\u00edtulo 3 vers\u00edculo 24, em ep\u00edgrafe) e, por conseguinte, ter providenciado o seu Cordeiro que tira o pecado do mundo, o nosso Senhor e Salvador JESUS CRISTO. Agora, sim, vale \u00e0 pena enfrentar ou falar sobre, com destemor e defer\u00eancia, esse \u00faltimo inimigo de nossas vidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalizo, meus amados, confidenciando com toda sinceridade que, sendo homem do p\u00f3s-queda, entendo a MORTE como uma BEN\u00c7\u00c3O de Deus para n\u00f3s. Assim como, com n\u00edtida clareza, compreendo que a morte do Senhor Jesus Cristo, embora terr\u00edvel em sua execu\u00e7\u00e3o, foi a coisa mais DOCE que o C\u00e9u j\u00e1 nos presenteou e, por consequ\u00eancia, a sua RESSURREI\u00c7\u00c3O \u00e9 a inabal\u00e1vel certeza de que o nosso Deus \u201c<em>n\u00e3o \u00e9 Deus dos mortos, mas sim de vivos, pois para ele todos vivem\u201d<\/em> (Lucas 20.38, BKJ).<\/p>\n\n\n\n<p>No mais, a Covid-19, de fato, mata e continuar\u00e1 o seu percurso de morte (cuide-se!), mas somente sob a soberana vontade do nosso Deus; e N\u00d3S, servos do \u201cCordeiro de Deus\u201d, se morrermos vitimados por ela, saibamos que viveremos e continuaremos a viver por toda a eternidade. Afinal, esse convite j\u00e1 foi feito muito bem antes dessa pandemia chegar a este mundo, qual seja:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cEnt\u00e3o o Rei dir\u00e1 aos que estiverem \u00e0 sua direita: \u2018Venham, benditos de meu Pai! Recebam como heran\u00e7a o Reino que foi preparado para voc\u00eas desde a cria\u00e7\u00e3o do mundo\u201d. (Mt 25.34).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Por que n\u00e3o falar da morte!?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00c9 indecoroso? Anula a bondade de Deus?<br><br><\/em><strong>SOLI DEO GLORIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong><em>Presb\u00edtero Carlos Amoras<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sugest\u00e3o de leituras para aprofundamento do tema:<\/p>\n\n\n\n<p>1) <em>\u201cAntes de Partir: Encarando a Morte com Confian\u00e7a Corajosa em Deus\u201d<\/em>. Nancy Guthrie. Editora Fiel<\/p>\n\n\n\n<p>2) <em>\u201cMorte\u201d.<\/em> Eberhard J\u00fcngel. Editoras Sinodal\/EST.<\/p>\n\n\n\n<p>3) \u201cO homem diante da morte\u201d. Phillippe Ari\u00e8s. Editora Unesp.<\/p>\n\n\n\n<p>4) \u201cSobre a morte e o morrer\u201d. Elisabeth K\u00fcblerRoss e Paulo Menzes. Editora WMF Martins Fontes.<\/p>\n\n\n\n<p>1) Cita\u00e7\u00e3o de J. I. Packer, excerto do livro: <em>\u201cAntes de Partir: Encarando a Morte com Confian\u00e7a Corajosa em Deus\u201d<\/em>. Nancy Guthrie. Editora Fiel.<\/p>\n\n\n\n<p>2) Exceto do artigo citado: \u201cProtestantes brasileiros diante da morte e do luto: observa\u00e7\u00f5es sobre rituais mortu\u00e1rios\u201d \u2013 de Leonildo Silveira Campos.<\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;\u201chttp:\/\/dx.doi.org\/10.21724\/rever.v16i3.31185\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>E havendo lan\u00e7ado fora o homem, p\u00f4s querubins ao oriente do jardim do \u00c9den, e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da \u00e1rvore da vida. 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