{"id":1065,"date":"2019-12-18T20:32:58","date_gmt":"2019-12-18T23:32:58","guid":{"rendered":"https:\/\/ipaguasvivas.org.br\/?p=1065"},"modified":"2019-12-18T20:52:49","modified_gmt":"2019-12-18T23:52:49","slug":"e-todos-hao-de-ver-quao-grande-e-o-meu-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ipaguasvivas.org.br\/index.php\/2019\/12\/18\/e-todos-hao-de-ver-quao-grande-e-o-meu-deus\/","title":{"rendered":"E todos h\u00e3o de ver qu\u00e3o grande \u00e9 o meu Deus"},"content":{"rendered":"\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>E o seu nome ser\u00e1 Deus forte (Is. 9: 6).<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Mais do que o t\u00edtulo de um hino, ou um incentivo para algu\u00e9m que seja totalmente sem no\u00e7\u00e3o do poder do nosso Deus, ou parte da letra de um louvor de adora\u00e7\u00e3o, a grandeza de Deus \u00e9 realmente algo imensur\u00e1vel. A releitura do cl\u00e1ssico filos\u00f3fico-teol\u00f3gico \u201cA CIDADE DE DEUS\u201d, de Agostinho de Hipona, me fez refletir um pouco em como as pessoas mensuram o nome de Deus em poderes para satisfa\u00e7\u00e3o pessoal ou para desejos e prazeres mundanos e finitos. A perspectiva do grande te\u00f3logo me induz a pensar que os tempos s\u00e3o outros, porem o homem continua, a todo custo, a se justificar em seus desejos pessoais.<\/p>\n\n\n\n<p>Penso em como o mais importante intelectual crist\u00e3o do s\u00e9culo V d.C., sob o olhar de uma pessoa prospera, em um mundo completamente medieval, se converteu ao cristianismo. \u00c9 certo que suas decep\u00e7\u00f5es em deuses feitos ou pensados por m\u00e3os e mentes humanas, assim como nunca satisfizeram os desejos humanos, n\u00e3o seria ele, um grande pensador, iludido por respostas que as pseudofilosofias crist\u00e3s o fizessem. Agostinho confrontou as maiores heresias de seu tempo, que eram o manique\u00edsmo, o Donatismo, o Arianismo e o Pelagianismo. Ele as combatia com conhecimento de causa e n\u00e3o por \u201couvido de mercador\u201d. Esse confronto o fez repensar sua vida e suas quest\u00f5es pessoais. Suas lutas internas s\u00e3o tamb\u00e9m as nossas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele viveu cheio de d\u00favidas, ang\u00fastias, incertezas, tinha ansiedade, por\u00e9m, era a esperan\u00e7a e as alegrias verdadeiras que o motivaram a buscar, na verdade do evangelho de Jesus Cristo e nos ensinos do ap\u00f3stolo Paulo, o que de verdade, realmente preencheria o seu grande vazio existencial. As suas ora\u00e7\u00f5es e os seus anseios, guardadas as devidas propor\u00e7\u00f5es, \u00e9 o que tamb\u00e9m procuramos, mas que ningu\u00e9m dos nossos pares tem a oferecer, sen\u00e3o o nosso Deus. Somente um Deus grande em poder \u00e9 capaz de, ao resgatar o ser, envolv\u00ea-lo em seus mist\u00e9rios e lhes acrescentar a paz.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu livro \u201cConfiss\u00f5es\u201d percebemos que ele \u00e9 a primeira personagem da hist\u00f3ria a expor todas as nuances vistas e escondidas de seu mundo interior. Ele traduz isso com uma sinceridade que nos deixa boquiabertos. Se bem pensarmos, quando Constantino, imperador romano, colocou o cristianismo como religi\u00e3o oficial do estado, jamais imaginar\u00edamos que esse pensamento de governo seria a derrocada do imp\u00e9rio romano, h\u00e1 quem pense por outros caminhos. Por viver nesse per\u00edodo, Agostinho n\u00e3o fala a um p\u00fablico qualquer, ele se dirige a Deus, pois a atra\u00e7\u00e3o irresist\u00edvel o alcan\u00e7a e ele se v\u00ea sem for\u00e7as para dizer n\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDois amores erigiram duas cidades, Babil\u00f4nia e Jerusal\u00e9m: aquela \u00e9 o amor de si at\u00e9 ao desprezo de Deus; esta, o amor de Deus at\u00e9 ao desprezo de si\u201d (Agostinho, A Cidade de Deus, 2, L. XIV, XXVIII). Neste cl\u00e1ssico, Agostinho nos convida a entrar em nosso interior, seu desejo \u00e9 o de nos induzir a libertarmos do nosso \u00edntimo as nossas fraquezas e paix\u00f5es mundanas, seu pensamento \u00e9 que os prazeres deste mundo (cidade terrena) nos separam da Cidade celestial (Eterna). E todo esse discurso parte do pressuposto da f\u00e9 que, no in\u00edcio, abra\u00e7ou seu cora\u00e7\u00e3o. \u00c9 a partir de uma maneira simples de pensar nos elementos essenciais a vida que a obra de Agostinho nos oferece a vis\u00e3o do grande poder e nos revela o qu\u00e3o grande \u00e9 o nosso Deus.<\/p>\n\n\n\n<p>Existe o entendimento, para alguns, de que \u201cA Cidade de Deus\u201d foi escrita para denunciar o fim da antiguidade Cl\u00e1ssica e anunciar um novo momento que nascia com o medieval: <a href=\"http:\/\/historiabruno.blogspot.com\/2011\/07\/cidade-de-deus-santo-agostinho.html\">blogspot.com\/cidade-de-deus-santo-agostinho.html<\/a>. Contudo vejo um homem que serve de grande exemplo para os de hoje, ou seja, para pessoas que buscam firmar sua f\u00e9 n\u00e3o em conceitos filos\u00f3ficos ou existenciais. Tal como ele, que viveu seus pecados e certamente sofreu muito com eles, \u00e9 preciso que tenhamos um completo entendimento do nosso tempo e sejamos capazes de reconhecer que, em meio aos devaneios em que o convite secular tenta nos seduzir, sejamos capazes de entender que n\u00e3o existe, em todo o universo, reinos pr\u00f3prios que sejam maiores que o nosso Deus. Seu poder \u00e9 grande. \u201cPerguntei-o a terra, e ela respondeu-me: \u201cn\u00e3o, n\u00e3o sou eu\u201d; e todas as outras coisas da Terra disseram-me o mesmo\u201d (Confiss\u00f5es, 1985, p. 182).<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o Deus forte que nos sustenta em nossos deslizes. \u00c9 o Deus forte que nos conduz a andar com Ele e nos Seus caminhos. \u00c9 o Deus forte que nos segura em meio aos perigos e escorreg\u00f5es. \u00c9 o Deus forte que nos d\u00e1 a capacidade de ador\u00e1-Lo e \u00e9, certamente, para todos n\u00f3s que temos o entendimento de que Ele tem todo o poder, o dever de n\u00e3o apenas falar, mas, acima de tudo, de reconhecer para todos os homens, em todos os tempos, o qu\u00e3o grande \u00e9 o nosso Deus.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:right\"><strong><em>Tudo come\u00e7a com ora\u00e7\u00e3o &#8211; Reverendo Arlei C. Gon\u00e7alves<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>E o seu nome ser\u00e1 Deus forte (Is. 9: 6). 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